Qual o sentido da vida?

Bom dia amigos!

Esse post é uma reflexão sem conexão com matérias jurídicas


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Você já fez essa pergunta pra si mesmo?

Nascemos; frequentamos o primário; choramos no primeiro dia de escola implorando para que o pai ou a mãe não o deixe sozinho lá; conhecemos nossos primeiros coleguinhas e professores; brincamos a maior parte do tempo, cantamos cantigas, nos divertimos na piscina de bolinha, no pula-pula, na aprendizagem da tabuada, do alfabeto, das contas em si.
Nós crescemos, e na adolescência, temos a experiência do primeiro beijo e da primeira amizade verdadeira. E como falamos muito sobre essa experiência! De como foi, de como conheceu tal pessoa e o teor do beijo.
Após, não mais crescemos, e sim amadurecemos e usufruímos de muito mais coisas que a vida pode nos proporcionar com a aquisição do primeiro emprego. Com o salário recebido de cada mês, viagens, planos pro futuro, presentes e a independência em relação aos pais, vão se tornando reais.
A vida passa e nos casamos. O dia do nascimento dos filhos são os melhores e sem dúvida os mais emocionantes. Transitamos da figura de cuidados para o de cuidadores. E assim vivemos, com trabalho, estudo, filhos e sem tempo para nós mesmos.
Ao fim da vida, não raro ouvimos dos pacientes que "devia ter feito X coisa" ou "Me arrependo de....".

E qual o sentido da vida?
Nós nascemos, vivemos e morremos. Qual o propósito disso?

Por que tem pessoas que caem de 4m de altura e não morrem, enquanto outros tropeçam na rua e morrem?

Por que tem pessoas que se salvam por 1 segundo às vezes de acidente de trânsito, ou até mesmo em batidas cujo carro fica totalmente destruído, enquanto outros em um acidente simples morrem?

Por que tem pessoas que levam 8 tiros e continuam vivos, enquanto outros levam apenas 1 e morrem?

 O que sabemos, é que não temos tempo. A frase clichê de que "O tempo é precioso" é real.
Passamos tanto tempo no trabalho, na escola, na faculdade, presos em nossos devaneios, e esquecemos de aproveitar nosso tempo com quem amamos.
Quantos eu te amo nós dissemos essa semana? Quantos abraços nós distribuímos no nosso âmbito social? Quantas vezes falamos a importância que determinada pessoa tem em nossa vida? Quantas vezes agradecemos alguém essa semana?

O tempo é precioso.

Não sabemos a hora da nossa morte e de quem está próximo de nós. Pode ser hoje, amanhã, daqui 10 anos ou daqui 10 segundos. Tanta imprevisibilidade deve nos mover a buscar o bem, a amar o próximo, amar a vida, estar em paz consigo mesmo, para que as perguntas que surgem durante nossa vida, não venham à tona sem ao menos termos tentado descobri-las.
Se tem vida após a morte, reencarnação, céu e inferno ou qualquer outra crença, não sabemos. Estamos aqui, apenas.
Cada um acredita no que quiser.
A verdade é de que o sentido da vida se descobre após a nossa morte.

E a todos que já se foram e finalmente alcançaram a resposta, nos deixam a dor da saudade.
Sentimento este, que machuca, dói e nos leva a um estado vazio de espírito. Sentimento este, que nos lembra de que quem já se foi não pode ser substituído do nosso coração.
Tudo o que aprendemos com quem faleceu, permanece. Lições boas e lições ruins.
A saudade dói, mas ela nos ensina.

O tempo é precioso.


*Texto em dedicação a pessoa mais maravilhosa que tive o prazer de conhecer. A saudade impera nos nossos corações nesse instante - Antonio Carlos dos Santos, meu tio, falecido no dia 08/03/2016. 

Abraços,

Uyran Ribeiro

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